Estar junto das pessoas e tentar perceber o que é que está a acontecer nos concelhos do distrito de Évora, quais são os constrangimentos e os problemas existentes e, de seguida, proporcionar a resolução das dificuldades e a promoção de melhores condições de vida são os objectivos da iniciativa que o Governo Civil iniciou, anteontem, no Alandroal, e que denominou de “Governo Civil Presente”.
Fernanda Ramos, governadora civil explicou que dando corpo a uma das primordiais competências adstritas à figura do governador civil – o dever de informar e ajudar a esclarecer os cidadãos, as empresas e a sociedade em geral sobre as medidas concretas e as respostas que a população pode encontrar na Administração Pública - “vamos desenvolver uma acção que passará por todos os concelhos do distrito”.
Neste dia, no Alandroal, a governadora civil teve um primeiro encontro com idosos, onde fez uma sessão de esclarecimento sobre a poupança energética, de forma a que os mais velhos possam ver reduzida a sua factura eléctrica. “Fizemos uma troca de lâmpadas com a colaboração de EDP e mostrámos-lhe como estas lâmpadas são mais económicas”, frisou.
De seguida, Fernanda Ramos visitou a escola EBI Diogo Lopes Sequeira, onde se regozijou “pelas instalações que este concelho tem e que têm todas as crianças que frequentam este estabelecimento de ensino”, embora ainda falte construir o pavilhão gimnodesportivo. No entanto, a governadora civil salientou que esta situação tem que ser resolvida com a conjugação de esforços entre a Câmara Municipal, a Direcção Regional e a própria empresa construtora, “no sentido de tentarmos, por um lado, que a empresa que inicialmente foi adjudicatária da empreitada conclua o pavilhão, ou se não o fizer que seja a própria Câmara a assumir a responsabilidade da concretização do projecto”, denunciando ainda o facto das crianças não terem espaços com ar condicionado e com aquecimento.
Depois de uma reunião de trabalho com a autarquia, Fernanda Ramos seguiu para uma visita ao Lar da APIT em Terena, e às obras da Creche da Choupana, que são dois projectos que são da primeira geração do Programa de Alargamento da Rede de Equipamentos Sociais (PARES) “e que, supostamente, deveriam estar já em execução e ainda não estão”.
“Concelho vive um cenário caótico em termos de obras”
Foram estas situações que foram reportadas à governadora civil, para além de outras tantas que o presidente da autarquia, João Grilo, fez questão de salientar. “Existem algumas obras que estão num impasse neste concelho e que é urgente desbloquear. Outras, cujo financiamento não estava garantido no momento em que foram lançadas, fora aquelas que não têm garantia de financiamento total”, frisou o edil, denunciando também que há ainda obras do III Quadro Comunitário de Apoio “que não foram concluídas, o que implicará a perda de financiamento e uma possível devolução das verbas entretanto recebidas se não forem finalizadas entretanto”.
Instado a dar exemplos, João Grilo referiu “os centros escolares que têm que ser concluídos e que ainda não estão, as obras da Biblioteca Municipal que precisam ser finalizadas, bem como alguns dos loteamentos municipais que ainda não foram terminados”. Perante isto, o autarca considerou que “se está a viver um cenário um pouco caótico em termos de obras dispersas por todo o concelho em várias fases de andamento, algumas paradas há bastantes anos e que, neste momento de sérias dificuldades financeiras, precisamos de encontrar soluções para não agravar ainda mais a situação”.
O edil sublinhou, contudo, que a presença do Governo Civil nosso concelho do Alandroal “é sempre uma oportunidade para discutirmos os assuntos de uma forma ponderada, movendo todos os agentes que podem dar um contributo para desbloquear situações”. A seu ver, para além das questões financeiras, as sinergias de vontades são também muito importantes para resolver os problemas “e nós precisamos urgentemente neste concelho de solucionar algumas situações que se arrastaram durante anos e que correspondem a obras que são muito importantes para as populações”.