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GCDE na Comunicação Social
Docentes e alunos de Estremoz ganham prémios “Escola Alerta”

Docentes e alunos de Estremoz ganham prémios “Escola Alerta”

24/05/2010- Brados do Alentejo Online- Jorge Manuel Pereira

"Histórias da Ciência ao alcance de todos" é a designação do trabalho apresentado e elaborado por alguns docentes e alunos de Educação Especial da escola EB 2,3 Sebastião da Gama, de Estremoz, e que possibilitou a este estabelecimento de ensino "arrebatar" o "1º Prémio" e "Prémio Professor" no concurso "Escola Alerta".

Numa iniciativa do Instituto Nacional para a Reabilitação, desenvolvida em estreita colaboração com os governos civis, direcções regionais de Educação e Ministério do Trabalho e Solidariedade Social, o concurso "Escola Alerta" decorreu no presente ano lectivo e teve como principal objectivo, à semelhança das edições anteriores, sensibilizar e mobilizar os alunos e toda a comunidade escolar para o combate às diferentes formas de discriminação com que as pessoas com deficiência se confrontam diariamente e que comprometem os seus direitos à igualdade de oportunidades e ao pleno exercício de cidadania.

Segundo Estefânia Barroso, Rute Mendes e Cláudia André, docentes de Educação Especial e mentoras do projecto, "este trabalho surgiu no seguimento de visitas guiadas ao Centro de Ciência Viva de Estremoz subordinadas ao tema 'Brincar com a Ciência ao alcance de todos'”.

No decorrer dessas visitas foram realizadas actividades práticas. Algumas delas tiveram, como apoio, alguns livros que se encontravam disponíveis apenas em suporte papel e escritos/impressos a negro.

"O facto de existirem alunas cegas no grupo levou todos os que estavam presentes a considerar que seria importante os livros existirem em outros suportes, nomeadamente em Braille", salientaram as docentes ao Brados do Alentejo.

Detectado o problema, as professoras e os alunos "puseram mãos à obra" e realizaram a adaptação das histórias já existentes a negro e em suporte papel no Centro de Ciência Viva para livros adaptados a invisuais, Braille e imagens em relevo, audiobooks, para aqueles que não lêem Braille, os que são não-leitores e para o público em geral, e ainda adaptação da história a crianças com grandes dificuldades na leitura, utilizando o programa boardmaker.

Para além das docentes, estiveram envolvidas neste projecto as alunas cegas, Débora Cardoso e Milene Raimundo, João Mendes e Ricardo Neves, alunos considerados com necessidades educativas especiais, e Ana Catarina Alves e André Filipe Passaradas.

Com este trabalho conjunto entre o Centro de Ciência Viva de Estremoz e estes alunos, "pensamos que foram eliminadas algumas barreiras de informação e comunicação, visto que, os livros agora realizados se encontram em suportes que permitem a acessibilidade das histórias a qualquer criança que visite o Centro em questão" concluíram as docentes.