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GCDE na Comunicação Social

Governadores Civis do Alentejo reuniram-se em Évora

«Incêndios não respeitam fronteiras»

26/05/2005- Alentejo Popular

Os governadores civis dos distritos do Alentejo decidiram na sexta-feira, 20, em Évora, reforçar a cooperação em matéria de prevenção e combate aos incêndios florestais e admitiram alargar a coordenação à região da Extremadura espanhola.

A decisão foi tomada numa reunião entre os governadores civis de Évora, Henrique Troncho, de Beja, Manuel Monge, de Portalegre, Jaime Estorninho, e de Setúbal, Teresa Almeida, destinada a «encetar um processo de entendimento a quatro».

Em declarações à agência Lusa, o governador civil de Évora, promotor do encontro, justificou o reforço das acções de cooperação no combate aos incêndios com as preocupações com que é encarada a época de fogos florestais, devido à seca que assola o território continental, em particular a região Sul do País.

Os representantes distritais do Governo manifestaram também a intenção de estender as acções de coordenação as autoridades da região espanhola da Extremadura, que faz fronteira com Portugal ao longo de 300 quilómetros entre Penamacor e Barrancos. «A cooperação com a Extremadura poderá passar pela partilha de meios de prevenção e combate aos fogos», disse Henrique Troncho.

As autoridades da Junta da Extremadura também já defenderam o reforço da cooperação luso-espanhola em matéria de incêndios, advertindo que os fogos não respeitam fronteiras. «É preciso pôr de acordo as várias administrações de ambos os lados da raia, pois os incêndios não respeitam fronteiras», afirmou recentemente em Mérida (Espanha) o vice-presidente do governo autónomo da Extremadura, Ignacio Sanchez Amor.

Além das preocupações com a possibilidade de um «ano difícil» em termos de incêndios, os quatro governadores civis do Alentejo decidiram também «actuar de forma concertada e integrada» para promover o desenvolvimento da região. «Os problemas que se põem são de todo o Alentejo, ultrapassando as espartilhadas lógicas distritais», justificou Henrique Troncho, dando como exemplo o aproveitamento das potencialidades turísticas da Barragem de Alqueva, que quando estiver cheia constituirá o maior lago artificial da Europa.