Apoios anuais para compra e aluguer de instalações, para formação dos dirigentes associativos, para apoio às actividades/encontros/festivais, para apoios às áreas de informação (publicações/jornais e revistas), para informatização dos serviços e para compra de equipamentos diversos foram formalizados, sexta-feira à tarde, no Governo Civil de Évora, com 44 associações juvenis e estudantis do Alentejo.
A cerimónia foi presidida pelo secretário de Estado da Juventude e do Desporto, Laurentino Dias, que salientou o facto das 44 associações alentejanas que apresentaram candidatura foram aprovadas, tendo-lhes sido atribuído subsídios na ordem dos 190 mil euros.
O secretário de Estado evidenciou também que as associações juvenis têm uma actividade meritória em diversas áreas, mas só o conseguem se tiverem apoios. "Alguns dos principais apoios são essencialmente públicos, ou dos municípios ou do Estado Central. No caso do Instituto Português da Juventude (IPJ), nós fizemos uma lei nova para o associativismo em 2006 que definiu com clareza quais eram os modelos de financiamento, como se financiava o associativismo e é na base dessa lei nova que nós atribuímos essas comparticipações", frisou.
O governante adiantou ainda que, em 2010, as comparticipações são superiores em 5,5 por cento do que foram em 2009. "Decidimos fazer isto porque entendemos que as dificuldades financeiras e orçamentais que hoje vivemos em todas as áreas, e também na juventude, não se devem repercutir nos apoios às associações, ou seja, o IPJ tem este ano menos 12 por cento no seu orçamento, mas as associações vão ser apoiadas em mais 5,5, por cento", explicitou.
Tendo em conta este contexto, Laurentino Dias apelou a que mais associações nasçam na nossa região, porque o associativismo "tem-se sentido bem com os apoios que tem tido porque têm correspondido às suas necessidades. Quando o caminho é bom, é bom que seja percorrido por cada vez mais associações". Na sua opinião, a escola do associativismo é uma escola de vida "extraordinária" que todos os jovens deviam frequentar "porque se habituam a trabalhar em colectivo, a definir projectos e objectivos", considerou.
"Promover o espírito do associativismo"
Uma ideia reiterada pela presidente do IPJ, Helena Alves, que afirmou que gostava que o Alentejo tivesse mais associações ainda. "É preciso que haja interacção entre as autarquias e os jovens com o intuito de levar ao aparecimento de associações para que possam trabalhar em parceria. Afinal, as actividades das associações é indispensável para o IPJ cumprir a sua missão", sublinhou.
Também o director regional do IPJ, Carlos Cunha, se congratulou com a dinâmica do associativismo jovem, tendo sublinhado como "fundamentais todos os apoios conseguidos. Não quer dizer que as associações juvenis não tenham outros tipos de apoios, mas estes são os que lhe permitem desenvolver ao longo do ano as suas actividades", sustentou.
O Movimento Associativo abrange, actualmente em Portugal, um universo de 694 mil associados (inscritos no RNAJ – Registo Nacional de Associativismo Juvenil). Envolve anualmente nas suas actividades cerca de um milhão de jovens participantes. Afirmam-se como autênticas escolas de cidadania, vocacionadas para o trabalho cívico e voluntário, actuando na prossecução de fins sociais fundamentais, dos quais destacamos a defesa do ambiente, a ajuda humanitária e defesa dos Direitos Humanos, a inserção e inclusão social dos jovens e a promoção de cultura.
Este movimento está a crescer em Portugal, sendo que desde 2008 até à presente dada foram criadas 340 novas associações de jovens, podendo contar-se actualmente 1613 registos de associações de jovens. O Instituto Português da Juventude apoia actualmente o Movimento Associativo com cerca de 30 por cento do seu Orçamento Anual.