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GCDE na Comunicação Social
Projecto Risca o Risco oficializado

Projecto Risca o Risco oficializado

31/03/2010- Dependências

Decorrente das orientações emanadas pelo IDT para a Intervenção em Redução de Riscos no Ensino Superior visando o desenvolvimento de uma intervenção de pares no decurso de Festividades Académicas – Queima das Fitas e Recepção ao Caloiro - e do protocolo de parceria rubricado entre o CRI de Évora e a Associação Académica da Universidade de Évora em 2008, a Equipa de Prevenção assumiu como prioritário a necessidade da criação de uma rede de parceiros que garantisse uma resposta integrada e alargada a grande parte das questões de risco que envolvem os frequentadores destes espaços.

Declaração de compromisso entre as entidades constituintes do Projecto Risca o Risco

Considerando a importância da promoção da saúde, da educação e da cidadania em meio comunitário e a necessidade de desenvolvimento de intervenções concertadas e integradas protagonizadas pelos actores sociais;

Considerando a importância da promoção de uma cultura de prevenção que assente numa cidadania activa e responsável, envolvendo as entidades públicas com competências e atribuições na matéria e as organizações da sociedade civil, Organizações Não Governamentais, Instituições Particulares de Solidariedade Social, entre outras;

Considerando o carácter proactivo, transversal e multidisciplinar das abordagens preventivas e da sua dimensão técnica e científica;

Considerando a existência de um conjunto significativo de entidades públicas e privadas com intervenções, responsabilidades e saberes em áreas tão fundamentais como: educação, saúde, ambiente, juventude, segurança, prevenção rodoviária, acção social e comunitária, segurança interna, protecção civil, sexualidade, violência e questões de género, associativismo e poder local;

Considerando o valor emergente da prevenção comunitária enquanto promotora de autonomia e liderança nos processos de gestão das situações de risco, vividas no seu seio;

Considerando que a promoção do trabalho em rede permite reunir e criar sinergias, rentabilizar recursos, fomentando a intervenção em rede, de modo a evitar concorrência entre diferentes áreas da intervenção preventiva; Considerando que uma rede de informação facilitadora da comunicação entre diferentes intervenientes, promove o intercâmbio e potencia boas práticas; Considerando o valor dos mecanismos de marketing social, na potenciação de uma Cultura de Prevenção e da sua importância, bem como na projecção das intervenções proporcionando visibilidade e conhecimento público do trabalho realizado;

Considerando os custos sociais, económicos e políticos dos comportamentos de risco, tanto no curto como no médio e longo prazos;

Considerando a multiplicidade de factores de riscos e contextos que interagem no desenvolvimento dos indivíduos e das comunidades onde se inserem;

Considerando a relevância da existência de espaços de encontro e reflexão, que permitam, pela partilha e pelo acompanhamento, o desenvolvimento de competências técnicas e sociais, bem como a evolução do pensamento científico na área da Prevenção;

Considerando que a promoção da educação para a saúde na comunidade tem a responsabilidade de criar ambientes facilitadores de escolhas saudáveis e indutoras do espírito crítico para o exercício de uma cidadania crítica e activa;

Assim, as entidades abaixam descriminadas reunidas no dia 28 de MARÇO de 2010

Comprometem-se, no âmbito das suas competências, recursos e atribuições a participar do Projecto Risca o Risco e nas acções de prevenção que este venha a desenvolver;

É celebrada a presente Declaração de Compromisso entre as seguintes entidades que se constituem como rede de parceiros com a designação de PROJECTO RISCA O RISCO, entendido como estrutura sem personalidade jurídica, que tem em vista contribuir para a prossecução do supra expos.

Nesse sentido, e ainda no ano de 2008, foi possível contar com cerca de 4 instituições das áreas da Saúde, Segurança, Protecção Civil, Associativismo Académico. A cada uma destas entidades foi lançado o repto para a apresentação de recursos e disponibilidades que garantissem a maximização das respostas e a dignidade de uma representação. Revelando uma abertura e sensibilidade digna de nota, foi possível envolver cerca de 20 intervenientes entre Mediadores do CRI, Governo Civil, Centro de Saúde de Évora e Policia de Segurança Pública.

Em 2009 e após a avaliação da experiência de 2008 surgiu a necessidade de uma intervenção mais concertada e abrangente constituindo-se desta forma um grupo mais alargado e sensível às questões da redução de riscos em contextos académicos. Fizeram parte deste grupo, as entidades: Delegação de Évora da Cruz Vermelha, Associação Académica da Universidade de Évora, Governo Civil de Évora, Policia de Segurança Publica, Câmara Municipal de Évora, Instituto Português da Juventude, Centro de Aconselhamento e Detecção Precoce do VIH Sida da ARS Alentejo, Associação para o Planeamento Familiar e GARE – Associação para uma Cultura de Prevenção Rodoviária.

Face ao sucesso da intervenção e potencialidades identificadas, surgiu a necessidade do alargamento da rede. Assim, nos preparativos da intervenção na Recepção ao Caloiro, que contou com a cobertura televisiva da RTP, foi

já possível integrar os contributos do Núcleo de Atendimento às Vítimas de Violência Doméstica do Distrito de Évora e da "Olhar Positivo - Associação para a Prevenção, Acção e Desenvolvimento Social e Humano. Alargava-se assim o âmbito de intervenção e consolidava-se a rede de parceiros.

Com a conclusão da intervenção verificou-se a necessidade do alargamento dos contextos de intervenção bem como da capacidade de resposta. Nessa altura foi necessário trazer algum formalismo ao processo e construir assim um projecto mais sustentado no tempo e que assegurasse outras intervenções ao longo do ano. Estas pretendem incluir acções relacionadas com a Prevenção, Educação e Promoção da Saúde. Estava assim criado o projecto Risca o Risco. Iniciou-se um período de construção de uma identidade e definição de alguns conceitos e práticas com destaque para a preciosa colaboração da Associação Académica da Universidade de Évora que, através da colaboração de alguns designers ajudou a criar a imagem do projecto. Foi assumido pelo grupo a necessidade da criação de um Plano de Acção que contemplasse momentos formativos dirigidos aos técnicos das entidades que integram o projecto e à comunidade. Visando colmatar uma necessidade há muito identificada, foi ainda proposta a criação de um Guia de Recursos composto pelos vários recursos e respostas existentes no concelho relacionados com as áreas da Prevenção, Educação e Promoção da Saúde e com as áreas de actuação das entidades inclusas no projecto.

Para a concretização de algumas das iniciativas aqui citadas, foram criados grupos de trabalho constituídos pelos técnicos que representam as entidades. Foi possível com esta dinâmica afectar recursos, sensibilidades e know how provenientes de vários quadrantes e com isto enriquecer as propostas. Para o dia 20 de Abril está agendado o primeiro momento formativo dinamizado pelo Dr. Raul Melo do Departamento de Prevenção do IDT, intitulado: " Por uma Cultura de Prevenção: O presente e o futuro!".

Dada a dimensão e responsabilidade já assumidas pelo projecto foi identificada a necessidade de integrar a área da Educação, através da Direcção Regional de Educação do Alentejo e a Guarda Nacional Republicana que, através do policiamento de proximidade assegura a cobertura das freguesias periféricas do concelho. Aproveitando a celebração do Mês da Juventude, da responsabilidade da Câmara Municipal de Évora, e de todo o carácter simbólico que encerra, o projecto foi desafiado pela Autarquia a colaborar activamente com iniciativas próprias na dinamização de acções de sensibilização e redução de riscos. Para culminar este processo e beneficiando das comemoração do Dia Mundial da Juventude, foi rubricado pelos seus mais altos representantes a Declaração de Compromisso que oficializa o projecto Risca o Risco.

São seus constituintes as seguintes entidades:

· Associação "Olhar Positivo" - Associação para a Prevenção, Acção e Desenvolvimento Social e Humano.

· Associação Académica da Universidade de Évora

· Associação para o Planeamento da Família Delegação do Alentejo,

· Administração Regional de Saúde pelo Centro de Aconselhamento e Detecção Precoce do VIH Sida,

· Câmara Municipal de Évora,

· Centro de Respostas Integradas do Instituto da Droga e Toxicodependência,

· Comando Distrital de Évora da Policia de Segurança Publica,

· Comando Territorial da Guarda Nacional Republicana,

· Cruz Vermelha Portuguesa, Delegação de Évora,

· Direcção Regional da Educação do Alentejo,

· Direcção Regional do Alentejo do Instituto Português da Juventude,

· GARE – Associação para a Promoção de uma Cultura de Segurança Rodoviária,

· Governo Civil de Évora,

· Núcleo de Atendimento às Vitimas de Violência Doméstica do Distrito de Évora.

Este espaço de reflexão/acção, acerca de uma nova forma de estar e pensar o trabalho preventivo, não se encontra fechado. Pode ser alargado e complementado em função do carácter proactivo e visionário que se deseja na área. O seu carácter eclético exige uma postura de grande abertura e receptividade a outras visões e olhares sobre a saúde e o bem-estar da comunidade.

Congregar num só órgão as principais organizações públicas e privadas relacionadas com áreas tão nevrálgicas como, a Prevenção, Educação e Promoção da Saúde, constitui um marco importante no trabalho preventivo dinamizado pelo CRI de Évora. Foi possível, com uma proposta de criação de respostas integradas para problemas transversais, dar um sinal claro à sociedade civil, através da presença e participação dos seus mais referenciados representantes, de que ela se pode organizar e preparar de uma forma mais eficaz. Neste sentido garantimos a criação de respostas autónomas, permanentes e dirigidas à resolução e gestão dos seus próprios problemas. Se prevenção é antes de mais RELAÇÂO, eis o Projecto Risca o Risco! É importante que o IDT "externalize" e materialize o conceito de respostas integradas com intervenções e respostas concretas na comunidade. Só desta forma é possível afirmar a sua condição de entidade referência na área das dependências.